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Feibanana 2022

Engenheiro e fitopatologista Wilson da Silva Moraes, abre palestras da Feibanana

Prevenção a doenças da bananeira movimenta equipe do Mapa em SP

Publicado em 10/05/2022 às 15:51

Palestras de orientação e levantamento para diagnósticos de doenças em bananeiras estão mobilizando servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) neste mês de maio em São Paulo. As ações começaram na tarde desta terça (10), na Feibanana 2022, e seguem até dia 26 em diversas regiões do Estado.

O engenheiro agrônomo e fitopatologista Wilson da Silva Moraes, da Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo (SFA-SP), abriu a programação com a palestra “Atualidades no manejo da Sigatoka negra na cultura da banana” às 15h desta terça, dia 10 de maio. A apresentação aconteceu na 10ª Feira Nacional da Bananicultura, realizada no Centro de Eventos de Pariquera-Açú, no Vale do Ribeira.

Logo depois, às 16h20, o pesquisador Fernando Haddad, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, falou sobre a “Murcha de Fusarium: tecnologias para manejo integrado da doença e situação da raça 4 tropical”. A Feibanana segue até quinta, dia 12.

INTERIOR

De 17 a 20 de maio, a equipe da SFA-SP, que representa o Mapa no Estado, segue para as regiões de Presidente Epitácio, Assis e Avaré para fazer o levantamento de Fusarium raça 4 tropical e do Moko da Bananeira, duas doenças que preocupam o mercado (saiba mais no final deste texto).

No dia 19, Wilson fará palestra em Avaré, organizada pela Defesa Agropecuária da regional. A reunião técnica tem como tema o Plano Nacional de Prevenção e Vigilância das pragas Quarentenárias da Bananeira no Estado de São Paulo, com foco na fusariose e no moko da bananeira. A atividade começa às 19h, no auditório da Faculdade Eduvale, no Jardim América.

VALE DO RIBEIRA

No dia 26 de maio, o auditor fiscal federal agropecuário Sérgio Lúcio Valadão de Miranda, o próprio Wilson Moraes e a agrônoma Maristela Neves da Conceição, da Defesa Agropecuária de Registro, participam de outra reunião técnica no Vale do Ribeira, no centro de eventos de Pariquera-Açú.

Sérgio e Wilson atuam na Unidade Técnica Regional de Agricultura (Utra) Ipanema, localizada em Sorocaba, mas atendem às demandas da Defesa no Vale do Ribeira. Os três profissionais vão falar sobre o Registro Nacional de Sementes e Mudas – Renasem, sobre a fusariose da bananeira e sobre HLB-Greening dos citros.

Essa reunião é direcionada a pessoas físicas ou empresas que exerçam atividades de produção, beneficiamento, armazenamento e comercialização de sementes e mudas e/ou atividades de responsabilidade técnica. O evento será das 8h às 12h e a promoção é da SFA-SP/Utra Ipanema, Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo (CDA-SP/EDA Registro), em parceria com a Associação dos bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) e Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento de Pariquera-Açú.

DOENÇAS

A Fusariose Raça 4 Tropical ainda não chegou ao Brasil, mas já está presente na Colômbia e no Peru, o que preocupa muito a Defesa Fitossanitária, porque não existe tratamento curativo nem variedades resistentes à doença. “É muito importante prevenir para evitar a entrada desta praga, que pode ser disseminada, principalmente, por meio de mudas de bananeira e solo contaminado aderido aos calçados e às rodas de veículos”, explica Wilson.

Trata-se de um fungo habitante do solo que infecta as raízes e coloniza os vasos condutores de seiva do pseudocaule [caules falsos compostos por restos de bainhas das folhas que se prendem ao caule] de todas as variedades de banana, principalmente as do tipo Nanica, impedindo o transporte de água e nutrientes para a parte aérea da planta, provocando sua morte. O fungo pode permanecer viável no solo por até 40 anos, inviabilizando a produção.

O Moko da bananeira é causado por uma bactéria habitante do solo, já presente na região norte do país, que infecta desde a raiz até a inflorescência [parte da planta onde se localizam as flores] ou cacho, podendo ser disseminada por mudas infectadas, ferramentas contaminadas ou pelo contato de raiz para raiz ou do solo para a raiz. Outro veículo importante de transmissão são os insetos visitadores de inflorescências, como as abelhas, vespas e mosca-das-frutas. A doença compromete o desenvolvimento da bananeira e a única forma de controle é a detecção precoce e a rápida erradicação das plantas infectadas e das que estão próximas. “Mesmo aparentando estar sadias, as mudas já podem ter contraído a doença”, afirmou Wilson.

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