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A Estética da Sensibilidade na Educação

"....São muitas as situações de exclusão, e, por vezes, nem se quer são percebidas por quem as pratica..."

Postado em 12/07/2021 às 07:14

“Uma das formas de promover a estética da sensibilidade, na prática, é investir em ações que permitam que cada um possa construir narrativas, tanto sobre aspectos profissionais como pessoais.”

Ponciano, 2019.

O texto parte do princípio da minha experiência quanto profissional da Educação e como escritor da obra intitula: ‘Olhos nos Olhos: Novos Paradigmas sobre a Inclusão Escolar na Contemporaneidade’, publicada no ano de 2019.

Procuramos tecer ponderações epistemológicas acerca da Educação Especial e Inclusiva, porquanto, em um cenário em que atualmente vivemos e vivenciamos, carece que sejam discutidas, debatidas e refletidas sobre a Estética da Sensibilidade.

Deste modo, ao percorrermos a história da educação, fica evidente essa falta da estética da sensibilidade para as pessoas que são público alvo da educação especial, ou seja, de todas as minorias, porque, infelizmente, tudo que foge do padrão ‘estabelecido pela sociedade’ não é aceito e/ou excluído.

Portanto, aqui tratamos da Estética da Sensibilidade educacional voltada à diversidade, seja de estudantes público-alvo da educação especial (estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e/ou com altas habilidades/superdotação), seja aqueles que muitas vezes são excluídos pelo simples fato de pertencerem a uma determinada população ou a um grupo (estudantes com transtornos do déficit de atenção, com e sem hiperatividade - estudantes com transtornos específicos de aprendizagem: dislexia, discalculia, disgrafia, disortografia nas suas diferentes manifestações - estudantes em situação de liberdade assistida e/ou que estão dentro dos sistemas prisionais ou oriundos deles - estudantes pertencentes a grupos indígenas ou quilombolas, ciganos) e, ainda, aqueles que, da mesma forma, são excluídos por questões de gênero, de orientação sexual, de etnia, de idade, entre outros. São muitas as situações de exclusão, e, por vezes, nem se quer são percebidas por quem as pratica, porém não fica imperceptível para quem se ressente por sofrê-las (PONCIANO e LOPES, 2019).

Para isso, faz-se necessário uma abordagem sociocultural, afetiva e inclusiva em que se coloca a aprendizagem como uma atividade partilhada, que possibilita a apropriação da cultura historicamente elaborada e que movimenta os processos internos de desenvolvimento.

Sendo assim, é de extrema relevância a formação que deveria, então, abordar a integração das habilidades, motivações e responsabilidades que levasse a resultados práticos e que ocorresse de forma atenciosa, afetuosa, ética e competente.

Atuar em favor da diversidade e direcionar um trabalho profissional na perspectiva de uma preparação técnico-ética e política, que compreenda muito além do atendimento ao público-alvo da educação especial, implica em que se possa transformar a representação social sobre os estudantes e sua possibilidade de aprendizagem.


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