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Voltar ou não, eis a questão!

"...o processo de ensino do ano passado, mediado pelas tecnologias, foi sem sombra de dúvida um desafio e positivo para a aprendizagem..."

Postado em 26/01/2021 às 09:30 |

Eis que estamos próximos ao início do ano letivo na Educação, porém ainda nos encontramos em um ano de muitas incertezas, como a volta presencial dos alunos e dos professores, muito se tem falado que a ‘Educação’ é prioridade, contudo fica a pergunta, será mesmo? Pois sabemos que o ano de 2020 não foi fácil para o processo de ensino aos professores que tiveram uma mudança drástica em sua rotina de trabalho e a adaptação desse processo aliada às tecnologias e isso também aconteceu com os alunos.  

Contudo, a Secretaria de Estado da Educação luta para ‘colar’ o discurso que é preciso ‘voltar às aulas’, mas isso seria o momento de voltar? Há pouco dias voltamos à classificação ‘vermelha’, os números de contaminações e mortes estão subindo e, a secretaria mudou a data de retorno às aulas de (01/02) para (08/02), não seria o momento de parar e reavaliar?

Pode-se dizer que o processo de ensino do ano passado, mediado pelas tecnologias, foi sem sombra de dúvida um desafio e positivo para a aprendizagem, mas nesse momento parece que a Secretaria não concorda, pois a qualquer custo quer fazer com que os alunos e os professores voltem à rotina de um ‘ensino presencial’, isso sabemos que será impossível mediante a propositura que a pandemia nos causou.

A incerteza propositada por essa pandemia nos mostrou, apesar de tudo, que a Educação não só acontece em um ‘prédio físico’ e, sim, tem nos ensinado a duras penas que o processo de aprendizagem pode ocorrer não presencialmente (ensino remoto) e que todas as retóricas que vêm sendo mencionadas ‘os alunos estão tendo depressão’, ‘os alunos estão tendo prejuízos na aprendizagem’ e ‘nem todos tem acesso às tecnologias’ ficaram evidentes na pandemia, todavia isso sempre aconteceu e por que nunca foi investido pela Secretaria de Educação e/ou, até mesmo, políticas públicas educacionais voltadas a essa demanda? Seria a ‘educação’ prioridade? Ou a falácia de que ‘estamos preocupados com os estudantes’.

É preciso termos de nossos governantes muito mais do que falácias e, sim, compromissos efetivos com políticas públicas educacionais voltadas à inclusão das minorias que vem e que sempre sofreu e continua tendo prejuízos no processo de ensino e uma grande defasagem na aprendizagem.

Claudio Neves Lopes, mestre em Educação, doutorando em Educação pela Universidade Nacional de Rosário (Argentina), especialista em Educação Especial e Transtorno do Espectro Autista pela Universidade Cruzeiro do Sul, professor da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, professor de cursos de pós-graduação na área da Educação, autor de livro, escritor de artigos científicos para revistas especializadas e diretor-executivo da Revista Científica Educação.

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