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Agronegócio

Nesta quarta tem muvuca de gente, muvuca de semente

Popularmente chamada de “muvuca” por ser a mistura de diversas espécies, consiste em plantar sementes, ao invés de mudas

Postado em 26/11/2019 às 10:16

Técnica que vem sendo muito difundida na região Centro-Oeste do país, a semeadura direta vem ganhando espaço na Mata Atlântica como ferramenta para a restauração florestal. Popularmente chamada de “muvuca” por ser a mistura de diversas espécies, consiste em plantar sementes, ao invés de mudas, o que reduz em até dois terços o custo do plantio.

Há três anos, comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, com apoio do Instituto Socioambiental, vêm se organizando em uma rede, para coletar e beneficiar sementes florestais e fornecê-las para iniciativas de restauração. Além de inclusão social e geração de renda, essa prática proporciona ampliar a escala da recuperação de áreas, uma ótima notícia para a Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do Brasil. Em 2019, as sementes coletadas pelos quilombolas no Vale do Ribeira estão abastecendo cerca de 30 projetos de restauração no Estado de São Paulo e Minas Gerais.

Em parceria com a UNESP de Registro, a Rede de Sementes fará nesta quarta-feira, dia 27 de novembro, um dia de campo onde será apresentada a técnica e a iniciativa, buscando difundir essa tecnologia e ampliar as discussões sobre o tema. O evento é gratuito e aberto aos interessados.

Serviço:

Dia de campo da Rede de Sementes do Vale do Ribeira sobre semeadura direta

Quando: 27 de novembro de 2019, às 9h

Onde: UNESP Registro, Campus Agrochá

Mais informações: ivy@socioambiental.org / (13) 3871.1545

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