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Agronegócio

Registro para produção de sementes e mudas deve ser atualizado a cada 5 anos

Orientação foi repassada nesta quinta (26) a produtores, contabilistas, agrônomos e engenheiros florestais do Vale do Ribeira, em São Paulo

Publicado em 27/05/2022 às 15:20
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Cerca de 30 produtores, engenheiros agrônomos e florestais que atuam como responsáveis técnicos em propriedades rurais e contabilistas do Vale do Ribeira acompanharam palestras de orientação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o Renasem - Registro Nacional de Sementes e Mudas, sobre Greening e Fusariose. A reunião técnica aconteceu em Pariquera-Açu, na manhã de quinta (26).

O Renasem garante idoneidade aos produtores de sementes e mudas e o cultivo seguro para agricultores brasileiros. A inscrição nesse registro deve ser renovada a cada cinco anos e periodicamente devem ser declaradas a produção realizada. O tema atraiu interessados das áreas de plantas ornamentais, frutíferas, entre outras, e foi abordado pelo auditor fiscal federal agropecuário Sérgio Lúcio Valadão de Miranda, da Superintendência Federal de Agricultura de São Paulo (SFA-SP).

De acordo com Sérgio, o cadastro no Renasem é obrigatório para todas as atividades envolvendo sementes e mudas, como produção, importação, comércio, coleta, entre outras. Uma dúvida que os participantes apresentaram foi a diferença conceitual entre mudas e plantas e entre sementes e grãos.

Basicamente a diferença está na finalidade. O grão é usado para alimentação humana ou animal, enquanto a semente é utilizada para propagação da espécie – portanto, com potencial maior de veiculação de pragas e doenças. O mesmo ocorre com as plantas, que podem ter uso ornamental ou comestível, diferente das mudas, que são usadas para a propagação da espécie.

Também fez palestra no evento o diretor da Divisão de Defesa Agropecuária (DDA) da Superintendência, Danilo Tadashi Kamimura. Ele falou da importância da regularização da atividade e explicou que o Mapa não tem como objetivo penalizar os produtores. “Nossa finalidade é promover e desenvolver uma agropecuária justa para todos e um mercado seguro”, afirmou.

Duas palestras técnicas sobre doenças envolvendo o cultivo de plantas daquela região foram realizadas pelo agrônomo e fitopatologista Wilson Moraes, da SFA-SP, e pela agrônoma Maristela Neves da Conceição, da Defesa Agropecuária de Registro. Ele falou sobre a fusariose raça 4 tropical da bananeira, doença grave que ainda não chegou ao Brasil, mas que tem potencial para devastar plantações. O Vale do Ribeira é a maior região produtora de bananas do país.

Ela abordou o HLB-Greening dos citros, que já está presente no Vale. O inseto vetor da bactéria que causa essa doença mede de 2mm a 3mm e se hospeda em plantas ornamentais, como a murta, bastante utilizada como cerca viva. Como na murta ela é assintomática, existe o risco de que esteja portando a bactéria e transmitindo a doença sem que o produtor saiba. Portanto, a Defesa Agropecuária da região está cadastrando todos os produtores que tenham mais de 200 unidades de murta ou de citros cultivadas para o monitoramento e controle da praga.

O prefeito de Pariquera-Açu, Wagner Bento da Costa, esteve presente na abertura e elogiou a iniciativa. Segundo ele, o município precisa desse apoio para ajudar na regularização da atividade envolvendo sementes e mudas. O evento foi promovido pela SFA-SP, Defesa Agropecuária de Registro e Prefeitura de Pariquera-Açu.

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